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Competência da Justiça do Trabalho para Julgar Ação de Cobrança de Honorários de Advogado

A recém criada 7ª Turma do TST - em sua primeira sessão de julgamento - reconheceu ontem (10) a competência da Justiça do Trabalho para julgar ação de cobrança de honorários movida por um advogado contra cooperativa que o contratou para representá-la judicialmente. O relator da matéria, ministro Ives Gandra Martins Filho, baseou-se na ampliação da competência da Justiça do Trabalho promovida pela Emenda Constitucional nº 45 (Reforma do Judiciário).
O advogado José Domingos de Sordi, atuando em causa própria, ajuizou a ação de arbitramento e cobrança de honorários na 2ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) contra a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos e Demais Profissionais da Saúde de Cachoeira do Sul Ltda. (Unicred Centro Jacuí).
Domingos informou, na petição inicial, que, no início de 2001, a cooperativa – da qual era assessor jurídico - constituiu-o procurador em processos na Justiça Federal que visavam à isenção do pagamento de PIS e Cofins.
Decisão do juiz da 2ª Vara do Trabalho de Porto Alegre declarou a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar o caso. O TRT da 4ª Região (RS) manteve a sentença, por entender que "a relação entre o advogado e a cooperativa configura a hipótese de fornecimento e consumo de serviços advocatícios". Segundo o acórdão regional, a cooperativa apenas “consumiu” a prestação de serviços de Advocacia, sem inseri-los na cadeia produtiva.
No recurso de revista ao TST, o advogado sustentou ter havido relação de trabalho entre as partes, e não de consumo, o que configuraria a competência da Justiça do Trabalho.
O ministro Ives Gandra Filho destacou em seu voto que a relação de trabalho pode ser definida como uma relação jurídica de natureza contratual entre trabalhador (sempre pessoa física) e aquele para quem presta serviço (empregador ou tomador de serviços, pessoas físicas ou jurídicas), que tem como objeto o trabalho remunerado em suas mais diferentes formas. “Assim, essa relação não se confunde com a relação de consumo, regida pela Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor)”, afirmou. “Na relação de consumo, o objeto não é o trabalho realizado, mas o produto ou serviço consumível, tendo como pólos o fornecedor e o consumidor" - completou.
O que distingue a prestação de serviços regida pelo Código Civil – caracterizada como relação de trabalho – e a prestação de serviço regida pelo Código de Defesa do Consumidor, caracterizada como relação de consumo, está - segundo o voto do relator - no “intuitu personae” da relação de trabalho, ou seja, no caráter pessoal da prestação de serviço, pelo qual não se busca apenas o serviço prestado, mas que ele seja realizado pelo profissional contratado.
Nesse contexto, a relação entre o advogado e seu cliente revela-se uma típica relação de trabalho, na qual o trabalhador, de forma pessoal e atuando com independência relativa, administra os interesses de outrem por meio de mandato, na forma dos artigos 653 e 692 do CPC” - afirma o julgado.
Seguindo este fundamento, a 7ª Turma, por unanimidade, entendeu que a atual competência da Justiça do Trabalho abrange controvérsias relativas ao pagamento de honorários advocatícios decorrentes da atuação do advogado em juízo, por se tratar de ação relativa a relação de trabalho.
Ao dar provimento ao recurso, a Turma determinou o retorno do processo à Vara do Trabalho de origem, em Porto Alegre, para que o analise como entender de direito.
O acórdão ainda não está disponível. O recurso teve rápida tramitação no TST. Distribuído em 17 de abril deste ano à 4ª Turma, foi redistribuído no dia 04 deste mês, à 7ª Turma, por força da Resolução Administrativa nº 1260/2007. Seis dias depois foi levado a julgamento. (RR nº 763/2005-002-04-00.4 - com informações do TST ).


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